Tigelas de Metal do Himalaia.

Falar sobre as Tigelas de Metal do Himalaia é para mim ter que refletir sobre a minha vida e o meu caminhar. Mais do que falar sobre a sua milenar história, suas diferentes formas, modelos, possibilidade de uso e aplicações esse ato - o de escrever, servirá a mim mesmo como uma forma de organização e formalização do conhecimento que fui recebendo ao longo do caminho. Espero que ele possa de alguma forma, deixar algumas pegadas que ajudem outros a caminhar.

Cada tigela é uma medicina, um instrumento que toca a alma.
— Guru Premangee

Boas referências para começar.

Só que antes de começar e porque eu adoro contar histórias, e elas são longas, já vou dar algumas boas referências que me ajudaram no início, por exemplo:

  • Quer ler e saber sobre as Tigelas de Metal do Himalaia? Então comece lendo a livraço do Frank Perry "Himalayan Sound Revelations". Esse livro é referência máster.
  • Quer começar a trilhar o caminho que eu fiz? Vá para o Nepal e estude na Kundalini Sound Healing com Umesh ou Chaitanyashree ou se você tiver sorte, conheça, se inicie, e faça parte da família do Divine Love Shower.
  • Outras boas referências que me ajudaram, mesmo de longe via internet, foram a Diane MandleJohn Beaulieu, Jacomina KistemakerPhilippe Pascal Garnier, Alexandre Tannous e o Mitch Nur. A Diane tem um livrinho básico no site dela que é uma ótima porta de entrada para a prática das tigelas sonoras. Eu comecei por ele.
  • Ah, claro, mas onde comprar uma tigela? As minhas eu trouxe do Nepal da Kundalini Sound Healing. Aqui em São Paulo você talvez encontre uma na Geeta da Mourato Coelho, na Kathmandu da 25 de Março ou alguma esperando para ser redescoberta em algum antiquário, bazar etc. De qualquer forma quando for pra você encontrar a sua ela vai aparecer não se preocupe.

O Divine Love Shower.

O pouco que sei hoje, e é pouco mesmo, já que a história e prática com as tigelas datam de pelo menos 4000 anos atrás, veio da iniciação que tive e dos ensinamentos que recebi do Guru Premangee. Guru como ele é chamado por todos, é o guia espiritual do Divine Love Shower, centro de cura espiritual e meditação criado por ele no Nepal e que tem como objetivo guiar buscadores à auto realização na vida.

Não fazer nada, aceitar, não ter expectativa e agir.
Qual é a única ação correta? É a busca pelo Divino.
— Guru Premangee

Dele ouvi e aprendi as bases que me formaram nas Tigelas de Metal do Himalaia, dele recebi uma linda semente que floresceu. O Divine Love Shower é uma família, acredite, é mesmo. Reforço isso porque quando cheguei ao Nepal eu estava tão desconfiado que só o que fiz foi ficar atento às quatro dicas que tinha visto num site pra saber se um Guru era falso ou não. A primeira delas fala sobre o Guru fazer ou não em sua vida o que diz aos outros para fazer, outra são observar como ele faz suas práticas diárias, como ele lida com dinheiro e como ele retorna o que recebe da matéria e do Divino para a sociedade. Pois é... essa era o tamanho da minha ignorância, da minha arrogância e da minha dor... e só tendo muita paciência, bom humor e amor, o dele claro - para aos poucos eu conseguir ir quebrando a minha maior resistência, a resistência ao amor Divino.

Não ter expectativa e não fazer nada.

Essa foi a primeira de muitas lições que recebi do Guru. A de não ter nenhuma expectativa a não ser a expectativa real que é a de se buscar o Divino. Tive a sorte de estar com ele no ashram do Divine Love Shower por mais de 50 dias, mais de 30 tendo a oportunidade de estar com ele diretamente recebendo seus ensinamentos. Privilégio meu? Que nada! Guru atende um a um em conversas particulares. Ele é como um médico que faz uma consulta, ouve, fala e orienta o paciente de acordo com a sua enfermidade, seja ela física ou espiritual, e de acordo com o seu repertório. Pra mim foram encontros nos quais eu falava dos meus sonhos, das minhas questões, das minhas buscas e ele ia pacientemente me dando ensinamentos. Ensinamentos da linha do amor, do Divine Love Shower, o banho do amor divino. 

Arjuna aos pés de Krishna, ilustração do Bhagavad Gita.

Os ensinamentos do Guru sempre vinham na forma de uma história, dele ou do Bhagavad Gita, ou por ensinamentos do Vedanta - só que sem a necessidade das práticas, o que a meu ver o aproximaria do Neo-Vedanta, mas isso tudo era meu Ego querendo enquadrar o que ele estava recebendo. Enquadrar e comparar com o que ele já conhecia quando na verdade era exatamente o contrário que ele deveria fazer porque tudo ali era e é só amor. Pelo amor, no amor e com amor. É a linha do amor divino e o amor divino está em tudo, é o TODO. É só se abrir e receber. Se abrir e receber e não pensar nada, mas aí já viu, o tal do Ego fica louco. Mas, uma vez que você não caia na falsa identificação, você começa a receber. O que? O amor ué.

Bom o Guru não tem site, não tem FaceBook e nem foto na internet. Se você quiser conhece-lo terá que ir até lá mesmo, isso se o divino quiser que você vá. Tá parecendo complicado? É nada, você só tem que estar no fluxo da vida ou como eu ouvi um monte de vezes por lá: 'nossa como você tem sorte'. Ouvi muito isso quando cheguei a Kathmandu, mais ainda quando cheguei ao ashram do Divine Love Shower, que fica a mais de 500 km de distância, em Salakpur, Ilam.

O paraíso existe.

Vista da chegada à Salakpur.

Pelo menos pra mim o paraíso aqui na Terra existe e ele fica em Salakpur no Nepal. Chegar lá é cansativo e difícil, mas como me disse o Guru: "Os lugares sagrados, Luiz, são todos difíceis de chegar" e são mesmo. De Kathmandu a Salakpur, que não fica nem no mapa do Nepal, são 12 horas de van mais 2 horas e meia de ônibus local por estrada de terra e mais uma hora subindo a pé uma montanha pelo meio de uma floresta. Quando você chaga ao topo dessa montanha e passa pro outro lado POW!!! Você sente uma mudança na energia e entende que chegou.

Vista da chegada à Salakpur.

Onde fica o ashram? Fica lá embaixo à esquerda dessa primeira montanha que você vê na foto acima. Pra chegar lá é só descer, ir descendo e passando pelas casas da vila de Salakpur. Cada pequena propriedade com duas casas, uma pra família outra para a vaca e uma pequena plantação de cardamomo ou laranja. Delimitando o lado esquerdo da vila uma montanha sagrada. Aos seus pés o pequeno ashram do Divine Love Shower.

Ashram do Divine Love Shower em Salakpur, Nepal.

Ashram do Divine Love Shower em Salakpur, Nepal.

Mas e as tigelas nisso tudo?

Quando cheguei ao Nepal um dos meus interesses eram as tigelas de metal. Cheguei lá me achando... achando que já sabia um pouco porque já estava estudando e praticando com as tigelas de cristal, no entanto, já no primeiro contato entendi que era como se eu tivesse jogado bola a vida toda na pelada do bairro, achando que estava jogando bem pra caramba, só que agora eu tinha chegado na liga profissional e os profissionais eram eles claro.

Isso não quer dizer que o que eu fazia era errado, só quer dizer que o nível de entrega e comprometimento deles com o Divino e com o desenvolvimento e cura do ser humano era de um nível que até então eu não conhecia. Ter esse baque foi o melhor que podia ter me acontecido porque lá você não tem pra onde correr, então tive que encarar, me encarar. 

Tudo o que aconteceu no passado foi para o bem.
Tudo o que acontece no presente é para bem.
E tudo o que acontecerá no futuro, também será para o bem.
— Guru Premangee

Ouvir, entender racionalmente que "tudo o que aconteceu no passado foi para o bem" é fácil. Agora compreender mesmo, a ponto de isso virar seu saber integrado em sua vida é outra coisa bem diferente. Até lá é como na luta de Arjuna com seus parentes, a luta do Eu inferior com o Ser real, uma luta para a qual tem que se ter coragem, muita coragem e confiança pra mergulhar fundo, e mais fundo, e mais fundo em você mesmo até que sabe-se lá quando - um dia talvez ainda nesta encarnação porque isso não é certo, você receba a Graça de Deus ou o seu mestre te desperte.

Limpe para ir se limpando.
— Guru Premangee

Na minha luta pessoal as tigelas chegaram pra me ajudar, me ajudaram e me ajudam muito a me purificar, a me reequilibrar e a me reconectar pouco a pouco, bem devagarinho mesmo, à minha essência. "Limpe para ir se limpando" me disse o Guru depois de três semanas nas quais a minha única atividade fora não fazer nada e não ter expectativa. "Você precisa se limpar, limpar tudo o que você recebeu nessa e em outras vidas para aí sim poder receber". Como disse entender é fácil, já fazer...

A Kundalini Sound Healing.

O primeira tigela que ouvi no Nepal foi a de uma sessão feita pelo Umesh, um dos irmão do Guru, na clínica deles a Kundalini Sound Healing. Ouvi de fora da sala de atendimento sentado na salinha de espera, e mesmo de lá, pude sentir no meu corpo as ondas sonoras que saiam da sala de atendimento. Fiquei atento ao protocolo que ele usou e as imagens que apareciam no meu campo mental e quando acabou o "crica" em mim, estava a mil, achando que não tinha sido tudo aquilo. Aff! quantas expectativas... achava que não as tinha mas estava preso num emaranhado delas.

Umesh Shahi, da  Kundalini Sound Healing .

Umesh Shahi, da Kundalini Sound Healing.

A primeira vista Kundalini é uma clínica de terapia sonora que atende na sua maior parte turistas que frequentam o bairro de Thamel mas isso é só parte do trabalho, porque o real trabalho é espiritual e ele acontece em diferentes camadas, indo da cura física à orientação espiritual.

Quando conheci a Kundalini em abril de 2016 era Umesh, um dos dois irmãos do Guru que trabalham como curadores sonoros, que cuidava e atendia as pessoas. O outro irmão, o Chaitanyashree, tinha se mudado para a Austrália e aberto lá uma Kundalini com sua esposa australiana. Tive depois a sorte de também conhecer Chaitanyashree no ashram em Salakpur e lá ouvir ele tocar. A sorte de na minha volta do ashram ter tido com ele uma aula que me iniciou nas técnicas da escola Kundalini.

As 4 etapas da iniciação sonora.

No ashram, no tempo que passei com o Guru, fui recebendo ensinamentos sobre as tigelas sonoras e sobre o funcionamento do ashram, da escola de ensino infantil que eles têm e da clínica de cura sonora. Entendendo que como uma família todos tem que trabalhar pra ajudar, mas também que cada um ajuda com o que tem e pode. Se você tem dinheiro você pode ofertar, se não tem e tem conhecimento, oferte o conhecimento, se tem força física oferte a força física porque na real não há diferença entre uma ou outra coisa porque só existe o trabalho voltado ao divino e o servir é o fim, não o meio, para se alcançar lago. É dar sem querer receber nada em troca. Dar a quem? Ao Divino.

A clínica sonora de Kathmandu, com seus atendimentos e com a venda das tigelas, sustenta o ashram, a casa da família na cidade e parte da escola das crianças de Ilam que ainda não se sustentava totalmente. Claro, doações são aceitas, mas só se vierem de um "dinheiro bom". Sim Guru faz essa diferenciação entre o bom e o mau dinheiro. O bom sendo aquele que é dado por alguém que oferece ao divino sem querer nada em troca e o mau aquele que a pessoa quer dar para obter um ganho.

No trabalho de estudo e formação como curador sonoro a Kundalini trabalha em quatro etapas, cada etapa com um mestre diferente. São duas etapas orientadas pelos irmãos do Guru, Umesh e Chaitanyashree, onde o estudante aprende a parte clínica da cura sonora. Uma etapa que acontece na Alemanha com Queshraagi que é um amigo de infância do Guru onde são ensinados os fundamentos físicos e musicais do som e uma quarta etapa que é a iniciação espiritual com o Guru. O Guru, claro, pode ensinar todas as quatro etapas para um estudante ou discípulo - mas tudo ao seu tempo e se essa for a vontade divina. Sem ela você não passa das etapas iniciais.

Chaitanyashree numa sessão de cura sonora ao ar livre.

Chaitanyashree numa sessão de cura sonora ao ar livre.

Eu tive sorte e depois de tanto ouvir que eu tinha a tal da sorte, acabei entendendo que tive mesmo. Sorte, destino, carma, o fato é que quando estamos alinhados com nosso propósito de vida tudo acontece e pra mim aconteceu que fui iniciado pelo Guru. Resistindo um monte, falando um monte de vezes pra ele que eu não estava procurando nenhum Guru, perguntando e pedindo pra ele não fazer nada com a minha energia que eu não soubesse, e ele amorosa e pacientemente, com a maior alegria e bom humor, me dando um ensinamento atrás do outro. Ok, ok aqui não é lugar pra falar a fundo deles - um dia desses faço um post só disso, mas o fato é que já perto do dia de voltar pra Kathmandu perguntei para o Guru se eu deveria fazer um mês de aula na Kundalini para aprender as tigelas e ele me disse que não. Disse que eu já sabia tocá-las, me disse para eu ter somente uma aula básica e que isso, nesse primeiro momento, me bastaria. Demorei um bom tempo, meses, para entender que a minha iniciação tinha sido mesmo a espiritual.

O meu 7 curador.

O meu 7 curador, sintonizado com a minha energia cósmica.

O meu 7 curador, sintonizado com a minha energia cósmica.

De volta à Kathmandu passei uma looongaaa semana à espera das 'minhas tigelas'. Lá com eles, na Kundalini, você não escolhe as tigelas, são elas, de acordo com o seu mapa astrológico védico que chegam até você. As minhas, das quais sou apenas um temporário guardião, chegaram no dia 14 de junho de 2016, um dia antes do meu aniversário, um dia depois de eu ter achado por acaso numa livraria tibetana de Thamel o livro do Frank Perry. Nada por acaso, nunca! E eu indo no fluxo da vida, ainda resistindo porque nem tudo são flores, mas indo. Ufa, até que enfim!

A aula básica com Chaitanyashree. 

O que falar de alguém que nos últimos cinco anos atendeu mais de 10.000 pessoas e que está há dois anos sem atender porque está fazendo um retido pessoal de limpeza e reequilíbrio? Mestre né, pois é! E o melhor de poder aprender com um mestre é poder não concordar com tudo que ele ensina e a cada resistência ou desacordo poder refletir sobre si mesmo e suas práticas. Foi assim na aula básica que tive com ele, segue sendo assim até hoje cada vez que me lembro ou revisito seus ensinamentos.

Como pegar uma tigela. Como e onde tocá-la. Que tipo de bastão usar e para o que cada um serve. O volume com que se toca, o sentido que se gira o bastão e o porque. O poder da intenção, da disciplina, da concentração e da meditação na preparação e no ato de tocar foram apenas alguns dos tópicos que ele brevemente me ensinou.

Tem-se que praticar até que as tigelas estejam emantadas com a sua energia, até que você e as tigelas
sejam um só instrumento, um instrumento do Divino.
— Chaitanyashree

No começo, toque só para você mesmo ele me disse. Toque durante um mês somente uma das tigelas e só com um tipo de bastão. Toque com os ouvidos tampados até que você reconheça cada uma das suas tigelas somente pela vibração que ela produz. O seu dever é se conectar com as tigelas e foi o que eu fui fazer.

O Himalaia e o início dos meus estudos.

Meio por teimosia, meio pelo exercício da busca pela expectativa correta de se alcançar o Divino, eu tinha decidido ainda no ashram que eu iria ao Himalaia tocar as tigelas. Minha viagem ao Nepal começara na verdade dois anos antes quando eu dietei na floresta amazônica peruana e lá tive a intuição de ir para o Himalaia orar. Dois anos depois e depois de receber o meu 7 curador eu estava indo rumo a Pokhara, para de lá subir à Ghandruk para depois, enfim, chegar em Little Paradise. Era época de monções e eu nem sabia se conseguiria ver as montanhas, mas tudo muda tão rápido não é mesmo? E como.

A vila de Ghandruk com o Annapurna Sul de 7.209 metros de altitude e o Hiunchuli surgindo por entre as nuvens das monções.

Aqui no Nepal durante as monções o clima muda tão rápido quanto a mente humana.
— Guru Premangee

Little Paradise é uma pequena pousada que fica na montanha em frente à Ghandruk, aos pés do Annapurna Sul. Fiquei lá por duas semanas, sozinho, estudando as tigelas. Lá tive a dimensão real do eterno questionamento entre o que se sabe e o que talvez um dia, talvez você possa vir a saber. É um eterno caminhar e estar aos pés do Himalaia só reforçava a humildade que tem que se ter para andar nesse caminho.

Pousada Little Paradise.

Cada sopé uma montanha, cada ser uma energia.

Madre Terra é mesmo muito linda. Cada pedra, cada planta, cada gota d'água, cada partícula, cada ser se compondo numa miríade de formosuras. Cada ser com seu espírito e energia, uma interagindo com a outra formando e gerando a energia que move o Universo. Ter saído de Salakpur, do ashram, e chegado ao Annapurna foi como ir de um polo ao outro - e se lá em Salakpur era o paraíso, aqui aos pés do Himalaia estava mais para.... como dizer... Aqui a energia era densa, pesada, escura, como se uma massa cinza colossal pairasse no ar formando uma parede, uma barreira. 

Passei ali os meus primeiros dias de sintonização com as tigelas. Lá comecei a entender os circuitos sonoros que abrem, fecham, ativam e desbloqueiam os pontos de energia. Lá pude estudar cada tigela individualmente, fazer testes aos montes e aos poucos ir me abrindo para o universo dos harmônicos, esses em si, um outro universo inteiro à parte. Ia estudando e mais e mais perguntas iam surgindo e a única coisa certa me parecia ser continuar caminhando, devagar bem devagar, mas caminhando e foi assim que eu comecei a voltar.

A semente.

Você recebeu uma semente e ela precisa de tempo, de tempo para germinar.
— Guru Premangee

Na despedida do ashram o Guru tinha me dito que eu tinha recebido uma semente e que eu teria que esperar ela germinar e crescer. Passado um ano do meu retorno só agora começo a ter a real noção de tudo o que recebi, a sentir de fato uma profunda gratidão e confiança na vida, a sentir a liberdade que se é, e se tem, ao viver no presente e em paz consigo mesmo.

Em paz comigo mesmo.

Ha!

E eu não disse que o Guru me falou que os lugares sagrados são difíceis de chegar? Então, depois, num outro dia, também lá no ashram, ele me disse que talvez... talvez numa próxima vez, quando eu voltasse ao Nepal, ele me levaria pra conhecer os pontos de força dali, de Salakpur, ou me contaria a história da montanha sagrada ou que poderia me levar até a clareira onde mais de vinte espécies de pássaros se reúnem para "conversar" ou... talvez... talvez...

Ruas de Thamel em Kathmandu. Dá ou não dá vontade de voltar?

Ruas de Thamel em Kathmandu. Dá ou não dá vontade de voltar?

Talvez já esteja na hora de eu fazer a minha 2ª viagem ao Nepal, ao Divine Love Shower.

Só que desta vez sem ter tanta expectativa, claro :)

Namaste.

_/\_