Tigelas de cristal de quartzo.

O início de tudo.

Pra mim tudo começou assim.... foi numa noite, durante uma “concentração” quando uma pessoa do grupo tocou uma tigela de cristal. Tocou e aff!!! Doeu em mim. Pensei: ok é arrogância minha, ego, mas doeu mesmo e seguiu doendo e algo me dizendo internamente que aquela pessoa não sabia o que estava fazendo... e não sabia mesmo.

Num segundo encontro de novo... dessa vez eu estava em um trabalho xamãnico e ao sentir o incomodo pensei: bom isso não é pra mim vou sair daqui. Saí e deu certo, o incomodo passou. Só que quando o trabalho acabou e estava rolando aquele badauê - e eu estava sentado ao lado da fogueira, vi bem pertinho de mim embaixo de uma cadeira a tal da tigela de cristal. Foi olhar e ouvir dentro da minha cabeça um: "Toca". Eu pensei: Não, eu não sei tocar e a voz dentro da minha cabeça gritou: "Toca!"!!! Bom toquei e foi tocar e ver o ambiente e as pessoas se acalmarem. Segui tocando e em minutos estávamos todos sentados meditando em silêncio ao redor do fogo. Entendi, entendi o que tinha acontecido e pensei: ok, tenho que estudar.

Meus primeiros estudos.

Fui atrás das duas pessoas que eu conhecia que tinham as tigelas, sim das mesmas duas que eu tinha torcido o nariz - ou melhor o ouvido e ao encontrá-las perguntei tudo que podia sobre elas. Bom perguntar é uma coisa já obter as respostas... A única que recebi foi que as tigelas tinham sido vendidas pelo Luiz Pontes e que ele e sua companheira, a Rita, eram quem sabiam e podiam me dar mais informações. O Luiz e a Rita foram os meus primeiros professores. Fiz com eles uma roda de cura e um workshop que foi a minha porta de entrada para as tigelas de cristal, para como eles chamam, o som cristalino. Ao fazer pude experimentar várias tigelas e a minha primeira chegou, uma LA 432Hz de 9'. Toquei e a empatia foi total. Sintonia imediata, conforto, amor e a sensação de que aquilo - 'tocar tigela', era algo muito familiar e já conhecido por mim.

Minha primeira tigela: LA 432Hz de 9'.

Minha primeira tigela: LA 432Hz de 9'.

O workshop me colocou em contato com o mundo das tigelas mas como todo workshop ele não faz milagre porque vai depender de você se aprofundar ou não. Comecei a tocar, fui aprendendo e outras duas tigelas chegaram e com três eu comecei a atender os amigos. Atendia e colocava em prática tudo o que eu estava estudando na época mas várias coisas continuavam pertencendo somente aos mistérios. Por exemplo, como usar uma frequência específica para se trabalhar um ponto de energia específico? Como equilibrar ou reconstruir algo energético que está desequilibrado ou bloqueado? Como abrir e fechar um portal? Como in/evocar, chamar, ativar utilizando-se frequências, notas ou harmônicos específicos?... e assim por diante. Claro uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa e nenhuma dessas coisas são achadas nos livros, principalmente nos do mercadão esotérico. Sim neles você vai encontrar um monte de convenções mas até que você as experimente no seu próprio corpo e as transforme em saber, ganhando consciência sobre elas, vai ser um longo e tortuoso caminho pode ter certeza.

A arte como meio de despertar e reequilíbrio do ser humano.

Parte do meu caminho sempre foi o de usar a arte como meio de expressão do meu ser real, por isso, levar as tigelas e suas frequências, assim como a luz, para as minhas instalações performáticas foi algo natural. A primeira experiência foi no Festival Visualismo que teve curadoria de Lucas Bambozzi e aconteceu no MAR - Museu de Arte do Rio, em setembro de 2015.

Nessa apresentação usei um aplicativo customizado que ao ouvir uma frequência sonora específica produzia uma cor e a projetava, usando refletores de led, na fachada do museu. O som das frequências que eram  produzidas pelas tigelas de cristal, mais a possibilidade de manipular os 48 refletores de Led, sua cor, intensidade e batimento das luzes estroboscópicas, fazia com que eu tivesse os elementos da performance audiovisual em minhas mãos para trabalhá-los ao vivo. A experiência deu super certo e me abriu um horizonte enorme de experimentação e pesquisa.

Seguindo por esse caminho o próximo passo foi fazer uma performance dentro de um espaço expositivo especialmente criado por mim. Surgiu assim Pulsar versões 2 e 3 que foram apresentadas na exposição Campos Alterados - Cubo Verde <-> Cubo Branco que teve curadoria de Rachel Rosalen e Rafael Marchetti e que aconteceu no MAC Ibirapuera em janeiro e fevereiro de 2016.

Devagarinho, devagarinho fui aprendendo.

Nesse meio tempo, entre começar a atender e fazer os trabalhos de arte visual com as tigelas de cristal de quartzo fui estudando, testando e colocando em prática o que aprendia. Foram sessões e mais sessões buscando um equilíbrio e uma troca entre a tecnológico e o arcaico. Entre a luz e som produzidos e manipulados por um software e o as frequências orgânicas e ancestrais das tigelas de cristal até que fui entendendo na prática que o menos é mais, muito, muito mais. Que tudo é simples e que no simples reina a beleza e o mistério da vida e dos sons. Deixei de teimar, dei um passo atrás e abandonei os bits pra mergulhar fundo no mundo das ondas sonoras.

Alguns resultados que observei com a minha prática.

Com o passar do tempo constatei na prática dos meus atendimentos os seguintes benefícios:

  • O quão eficientes as tigelas são para conduzir uma pessoa a um estado de relaxamento, meditação e/ou expansão da consciência.

  • Como o próprio corpo, sem a intromissão da mente, é quem direciona o som para onde ele está precisando aliviando instantaneamente uma dor sintomática ou crônica.

  • O quanto o som dessas frequências limpam, higienizam e organizam a mente, o corpo físico e os sutis.

  • O quanto as células se expandem e o quanto as pessoas estão mais abertas ao término da sessão.

Sim isso é muito visível e muito bom de se ver, como após uma sessão sonora, o corpo da pessoa que recebeu o som se expandiu, como ela está mais aberta e desarmada, como o seu sorriso agora aparece fácil e como o seu semblante está mais leve - com certeza muito mais próximo da sua essência, do seu ser real.

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As chaves sonoras.

Nesse aprendizado começaram a chegar algumas chaves sonoras. Chaves que quando tocadas resultam em estados específicos, chaves que são chaves de ativação de funções ou estados específicos proporcionados pelo som, pelas frequências sonoras.

A 1ª que chegou foi a Chave de Harmonização Global do Ser Humano e como o próprio nome diz é uma chave que induz ao relaxamento e a harmonização profunda.

Tocá-la em 100% dos casos foi conduzir a pessoa que recebe o som a um estado de relaxamento profundo, black out mesmo. Uma vez lá tudo fica mais fácil.

Experimente!

Re# 311Hz, (9') + Si 247Hz, (12') + Fa# 367Hz, (10')

Pra acionar a chave você tem que tocar as 3 tigelas ao mesmo tempo e tem que ter as 3 tigelas de tamanhos, frequências e notas que compõe essa chave.

E se existirem outras chaves?

Sim existem. Chaves, intervalos e harmônicos que quando tocados da maneira certa abrem portas e podem até construir mas se não souberem ser tocados podem desestabilizar, disparar (por ex. um surto) ou até destruir. Na dose certa um remédio, na errada um veneno como me disse o Guru. Que Guru?

Bom essa já é uma outra história, a história das tigelas de metal do Himalaia e de como elas vieram parar na minha vida.

Até lá!

Namaste.

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# todas as imagens das tigelas desta página foram gentilmente fotografadas e cedidas por Patricia Diogo.